02 / Habitação
Onde se concentram as necessidades de moradia?
O número estimado dimensiona o problema. O percentual usa os domicílios particulares ocupados como referência. Compare as duas leituras antes de interpretar diferenças entre estados.
Brasil, regiões e 27 UFs · referência 2024 · FJP, edição 2026
- Déficit habitacional — Brasil
- 5.773.983
- Estimativa de 2024; valores exibidos arredondados à unidade.
- Déficit relativo
- 7,4%
- Denominador: 77.967.043 domicílios particulares ocupados.
- Parcela urbana do déficit
- 90,1%
- 5.202.603 na área urbana; 571.381 na rural.
Fonte: Fundação João Pinheiro, estimativas 2024, a partir da Pnad Contínua/IBGE e do CadÚnico no componente de improvisados. Abas Deficit_habitacional e Total_domicilios_ocupados. Fontes, localizadores e arquivos.
Tamanho, proporção e composição.
Alterne o indicador, a unidade e o nível territorial. A ordenação é descritiva e não atribui qualidade à gestão.
27 territórios · 2024 · estimativas FJP
Estimativa de necessidades habitacionais, calculada pela FJP. Não equivale a pessoas sem moradia nem a uma fila de atendimento.
Denominador: domicílios particulares ocupados. Brasil: 5.773.983 / 77.967.043 = 7,4%. O percentual nacional é uma razão de totais, não a média simples das UFs.
Escala linear: zero a 20,0%. Traço vertical: Brasil (7,4%), referência descritiva.
Ver tabela e denominadores
| Território | Estimativa | Denominador | Percentual |
|---|---|---|---|
| Acre | 22.648 | 283.791 | 8,0% |
| Alagoas | 90.880 | 1.127.017 | 8,1% |
| Amapá | 40.300 | 251.804 | 16,0% |
| Amazonas | 176.582 | 1.298.888 | 13,6% |
| Bahia | 317.972 | 5.583.499 | 5,7% |
| Ceará | 216.677 | 3.270.827 | 6,6% |
| Distrito Federal | 102.497 | 1.048.249 | 9,8% |
| Espírito Santo | 86.321 | 1.510.425 | 5,7% |
| Goiás | 224.399 | 2.767.670 | 8,1% |
| Maranhão | 260.128 | 2.280.527 | 11,4% |
| Mato Grosso | 132.680 | 1.337.309 | 9,9% |
| Mato Grosso do Sul | 77.916 | 1.031.743 | 7,6% |
| Minas Gerais | 506.419 | 8.050.194 | 6,3% |
| Pará | 281.776 | 2.802.901 | 10,1% |
| Paraíba | 119.256 | 1.507.263 | 7,9% |
| Paraná | 256.106 | 4.341.555 | 5,9% |
| Pernambuco | 221.303 | 3.545.865 | 6,2% |
| Piauí | 89.746 | 1.181.167 | 7,6% |
| Rio de Janeiro | 513.740 | 6.729.486 | 7,6% |
| Rio Grande do Norte | 86.682 | 1.258.264 | 6,9% |
| Rio Grande do Sul | 217.021 | 4.353.529 | 5,0% |
| Rondônia | 79.114 | 689.947 | 11,5% |
| Roraima | 28.078 | 193.520 | 14,5% |
| Santa Catarina | 270.042 | 2.992.780 | 9,0% |
| São Paulo | 1.252.830 | 17.139.791 | 7,3% |
| Sergipe | 57.814 | 837.798 | 6,9% |
| Tocantins | 45.055 | 551.236 | 8,2% |
Fonte: Fundação João Pinheiro, estimativas 2024, a partir da Pnad Contínua/IBGE e do CadÚnico no componente de improvisados. Fontes, localizadores e arquivos.
Três conceitos que não são equivalentes.
- Habitação precária
- Domicílios improvisados e rústicos. A precariedade é definida pelos critérios da fonte, não pela aparência de uma área.
- Coabitação
- Cômodos e unidades domésticas conviventes que atendem aos critérios de déficit. Morar com parentes, por si só, não caracteriza déficit.
- Ônus excessivo
- Aluguel urbano acima de 30% da renda em domicílios com renda de até três salários mínimos. É uma medida de acesso econômico.